Enquanto milhões de trabalhadores comemoram a aprovação da PEC que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e enfraquece a escala 6×1, os senadores de Mato Grosso Jayme Campos (UB) e Wellington Fagundes (PL) decidiram seguir outro caminho.
Os dois assinaram a chamada PEC do Horário Flexível, proposta liderada por Rogério Marinho, que não acaba com a escala 6×1, não reduz a jornada para 40 horas semanais e ainda amplia a possibilidade de negociações individuais entre patrões e empregados.
Na prática, a proposta é vista por defensores da redução da jornada como uma tentativa de frear o avanço da PEC aprovada pela Câmara dos Deputados. O texto alternativo prevê que salário, férias, 13º e demais direitos possam ser calculados de forma proporcional às horas efetivamente trabalhadas.
Com 40 assinaturas, a proposta já demonstra força suficiente para dificultar a tramitação da PEC que beneficia os trabalhadores. Nos bastidores de Brasília, a movimentação é interpretada como uma ofensiva do bloco conservador para impedir mudanças mais profundas nas regras atuais de trabalho.
Ao aderirem à proposta, Jayme e Wellington passam a integrar o grupo de senadores que defendem a flexibilização das relações trabalhistas em vez da redução da carga horária, posicionamento que deve gerar debate e reação entre sindicatos e trabalhadores mato-grossenses.





