quinta-feira, 28 de maio de 2026, 13:36
DESCOBERTA

Cientistas descobrem espécie que só existe no brasil

Uma nova espécie de marsupial, que passou milhões de anos escondida da ciência, acaba de ser descoberta em fragmentos da Mata Atlântica no Estado do Rio de Janeiro.

Por Redação

28 de maio de 2026, 10:25

A pequena cuíca-de-três-listras-do-Rio-de-Janeiro foi identificada por pesquisadores da UFRJ, mas já acende um alerta de preocupação sobre o seu risco de extinção.

LINHAGEM DE 1,78 MILHÃO DE ANOS E EXAMES DE DNA

* A linhagem evolutiva do animal surgiu há cerca de 1,78 milhão de anos, mas a espécie só foi confirmada agora graças a exames genéticos e moleculares
* Inicialmente, a nova cuíca era confundida com outras espécies fisicamente parecidas que habitam a região Sudeste
* A descoberta foi feita em pequenas áreas florestais cercadas pela ocupação humana nos municípios de Macaé, Silva Jardim e Paracambi
* As pesquisadoras destacam que a novidade prova que até os menores remanescentes de floresta podem abrigar uma biodiversidade insubstituível

COMO IDENTIFICAR A NOVA ESPÉCIE

* Batizado cientificamente de Monodelphis semilineata, o marsupial se alimenta predominantemente de insetos
* O animal possui um corpo pequeno e alongado, com olhos pequenos, focinho pontudo e uma cauda relativamente curta
* A pelagem é marrom-acinzentada e apresenta três listras escuras nas costas, que são menores do que as observadas em outras espécies
* A confirmação definitiva também dependeu de análises anatômicas detalhadas, que mostraram diferenças no crânio e na dentição

ALERTA DE VULNERABILIDADE E PRESERVAÇÃO

* Até o momento, nenhum registro da espécie ocorreu dentro de unidades de proteção integral, sendo encontrada apenas em locais desprotegidos e áreas particulares
* O marsupial já é considerado vulnerável pelos cientistas devido à destruição histórica da Mata Atlântica de baixada
* A equipe universitária defende a criação urgente de novas Reservas Particulares do Patrimônio Natural e a ampliação de áreas protegidas
* O objetivo da medida é garantir que o animal e o seu ecossistema não desapareçam logo após a espécie ser finalmente revelada para o mundo.

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