A pequena cuíca-de-três-listras-do-Rio-de-Janeiro foi identificada por pesquisadores da UFRJ, mas já acende um alerta de preocupação sobre o seu risco de extinção.
LINHAGEM DE 1,78 MILHÃO DE ANOS E EXAMES DE DNA
* A linhagem evolutiva do animal surgiu há cerca de 1,78 milhão de anos, mas a espécie só foi confirmada agora graças a exames genéticos e moleculares
* Inicialmente, a nova cuíca era confundida com outras espécies fisicamente parecidas que habitam a região Sudeste
* A descoberta foi feita em pequenas áreas florestais cercadas pela ocupação humana nos municípios de Macaé, Silva Jardim e Paracambi
* As pesquisadoras destacam que a novidade prova que até os menores remanescentes de floresta podem abrigar uma biodiversidade insubstituível
COMO IDENTIFICAR A NOVA ESPÉCIE
* Batizado cientificamente de Monodelphis semilineata, o marsupial se alimenta predominantemente de insetos
* O animal possui um corpo pequeno e alongado, com olhos pequenos, focinho pontudo e uma cauda relativamente curta
* A pelagem é marrom-acinzentada e apresenta três listras escuras nas costas, que são menores do que as observadas em outras espécies
* A confirmação definitiva também dependeu de análises anatômicas detalhadas, que mostraram diferenças no crânio e na dentição
ALERTA DE VULNERABILIDADE E PRESERVAÇÃO
* Até o momento, nenhum registro da espécie ocorreu dentro de unidades de proteção integral, sendo encontrada apenas em locais desprotegidos e áreas particulares
* O marsupial já é considerado vulnerável pelos cientistas devido à destruição histórica da Mata Atlântica de baixada
* A equipe universitária defende a criação urgente de novas Reservas Particulares do Patrimônio Natural e a ampliação de áreas protegidas
* O objetivo da medida é garantir que o animal e o seu ecossistema não desapareçam logo após a espécie ser finalmente revelada para o mundo.





