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CASO LEIDIANE

Marido de juíza é preso novamente por assassinato da bancária Leidiane em Rondonópolis

Após sucessivos adiamentos de audiências, Antenor Salomão foi detido nesta quarta-feira (21).

Por Redação

21 de agosto de 2025, 14:35

Marido de juíza é preso novamente por assassinato da bancária Leidiane em Rondonópolis
Mulher foi morta ao sair de casa em Rondonópolis, o caso aconteceu em 2023. - Foto: Reprodução

Antenor Alberto de Matos Salomão, de 54 anos, foi preso nesta quinta-feira (21), em Rondonópolis, como principal suspeito do assassinato da bancária Leidiane Souza Lima, de 34 anos. O crime ocorreu no dia 27 de janeiro de 2023, quando Leidiane foi morta com um tiro enquanto saía de sua casa para o trabalho.

Segundo as investigações da Polícia Civil, Antenor foi identificado como autor do disparo que matou Leidiane. O crime aconteceu em frente à residência da vítima, no bairro Parque São Jorge. A polícia aponta que o assassinato foi planejado e teria sido motivado por ciúmes, devido ao término do relacionamento extraconjugal entre os dois e pela disputa pela guarda da filha do casal.

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Antenor foi preso no início de fevereiro de 2023, mas teve a prisão revogada em março pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, após decisão de um desembargador, que determinou a imposição de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar a comarca. Durante a tramitação do processo, as audiências foram adiadas em várias ocasiões, o que prolongou a definição do caso até a prisão ocorrida nesta quarta-feira.

Histórico criminal

Além de ser acusado pelo assassinato de Leidiane, Antenor já tinha antecedentes criminais. Em 2003, ele foi condenado por estupro e atentado violento ao pudor em São Paulo. A defesa do suspeito afirmou que ele é inocente e que as acusações são baseadas em interpretações equivocadas das provas.

Ligação com a juíza

Antenor é casado com Maria das Graças Gomes da Costa, juíza que atua em Rondonópolis. A relação entre os dois tem gerado questionamentos sobre possíveis influências no andamento do processo, embora a juíza não tenha se manifestado publicamente sobre o caso.

A prisão de Antenor levanta o debate sobre a justiça e o tratamento de casos de violência doméstica, especialmente quando há envolvimento de pessoas com influência no sistema judiciário.

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