segunda-feira, 13 de julho de 2026, 17:50
EXPLICANDO E COMPLICANDO

Exclusão de Wellington esclarece uma dúvida, mas deixa outras perguntas sobre pesquisa eleitoral em Mato Grosso

Se Wellington pôde ficar de fora, por que não Pivetta ou Jayme?

Por Redação

14 de junho de 2026, 16:30

A entrevista concedida pelo CEO do Instituto Veritá ao Marreta Urgente trouxe uma explicação oficial para a ausência do senador Wellington Fagundes (PL) em um dos cenários apresentados na recente pesquisa para o Governo de Mato Grosso. Segundo Márcio Lima, a decisão metodológica foi baseada na possibilidade de composições políticas e não havia obrigação legal de incluir todos os pré candidatos.

Apesar do esclarecimento, o caso abriu espaço para novos questionamentos que continuam sendo debatidos por analistas políticos e observadores do processo eleitoral.

Um dos principais diz respeito ao financiamento do levantamento. Afinal, quem contratou e custeou a pesquisa? Embora a legislação exija o registro de informações sobre contratantes e metodologia perante a Justiça Eleitoral quando aplicável, a origem dos recursos costuma ser um dos primeiros aspectos observados para compreender o contexto do estudo.

Outra indagação envolve a construção dos cenários apresentados ao eleitor. Se o instituto optou por testar uma hipótese sem Wellington Fagundes, seria razoável perguntar se pretende divulgar um cenário semelhante sem o vice governador Otaviano Pivetta, outro nome apontado como potencial candidato ao Palácio Paiaguás.

Há ainda um terceiro ponto levantado por interlocutores do meio político. O senador Jayme Campos também é frequentemente citado nas discussões sobre possíveis candidaturas e alianças para 2026, com especulações sobre sua efetiva participação na disputa. Nesse contexto, alguns analistas defendem que um cenário sem o seu nome poderia contribuir para medir como o eleitorado se comportaria diante dessa hipótese.

Esses questionamentos não significam, por si só, irregularidade ou falha metodológica. Institutos de pesquisa costumam elaborar diferentes simulações conforme seus objetivos técnicos e estratégicos. Ainda assim, a transparência sobre os critérios adotados, os financiadores e as escolhas dos cenários testados tende a fortalecer a compreensão pública dos resultados apresentados.

A repercussão demonstra que, muitas vezes, tão importante quanto os números divulgados é a forma como a pesquisa é estruturada e quais cenários são escolhidos para serem submetidos ao eleitor.

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