A entrevista concedida pelo CEO do Instituto Veritá ao Marreta Urgente trouxe uma explicação oficial para a ausência do senador Wellington Fagundes (PL) em um dos cenários apresentados na recente pesquisa para o Governo de Mato Grosso. Segundo Márcio Lima, a decisão metodológica foi baseada na possibilidade de composições políticas e não havia obrigação legal de incluir todos os pré candidatos.
Apesar do esclarecimento, o caso abriu espaço para novos questionamentos que continuam sendo debatidos por analistas políticos e observadores do processo eleitoral.
Um dos principais diz respeito ao financiamento do levantamento. Afinal, quem contratou e custeou a pesquisa? Embora a legislação exija o registro de informações sobre contratantes e metodologia perante a Justiça Eleitoral quando aplicável, a origem dos recursos costuma ser um dos primeiros aspectos observados para compreender o contexto do estudo.
Outra indagação envolve a construção dos cenários apresentados ao eleitor. Se o instituto optou por testar uma hipótese sem Wellington Fagundes, seria razoável perguntar se pretende divulgar um cenário semelhante sem o vice governador Otaviano Pivetta, outro nome apontado como potencial candidato ao Palácio Paiaguás.
Há ainda um terceiro ponto levantado por interlocutores do meio político. O senador Jayme Campos também é frequentemente citado nas discussões sobre possíveis candidaturas e alianças para 2026, com especulações sobre sua efetiva participação na disputa. Nesse contexto, alguns analistas defendem que um cenário sem o seu nome poderia contribuir para medir como o eleitorado se comportaria diante dessa hipótese.
Esses questionamentos não significam, por si só, irregularidade ou falha metodológica. Institutos de pesquisa costumam elaborar diferentes simulações conforme seus objetivos técnicos e estratégicos. Ainda assim, a transparência sobre os critérios adotados, os financiadores e as escolhas dos cenários testados tende a fortalecer a compreensão pública dos resultados apresentados.
A repercussão demonstra que, muitas vezes, tão importante quanto os números divulgados é a forma como a pesquisa é estruturada e quais cenários são escolhidos para serem submetidos ao eleitor.





